Minar o sistema. De vez!

Posted: Março 22, 2012 in civilização, cultura, educação, Jornalismo, Liberdade de Expressão, politica, progresso, Sonhos, vida

Ora, ora, ora!!! Estava aqui eu tão sossegado a pensar na didáctica da música, e tinham de me desassossegar. E logo as “autoridades”!

Lembro-me , há muitos anos, numa altura em que dois crápulas levavam o destino do país (o Silva das Vacas como Primeiro e o seu leal parceiro no crime, o implacável Dias Loureiro, como Ministro da Administração Interna), que a polícia descarregou fortemente sobre estudantes universitários que protestavam pacificamente contra o aumento das propinas.

Ora hoje, debaixo da tutela do mesmo Silva das Vacas, novas imagens nos chegam, desta vez com ênfase na agressão a jornalistas, armados apenas com a força do alcance das suas palavras e imagens.

Não é novo. Já o vi nos anos 90. E os meus pais antes disso. Mas são precisamente essas semelhanças que levantam suspeitas e emprestam credibilidade ao argumento de que Portugal não é, hoje em dia, um país democrático, estando antes debaixo de uma ditadura que revela muitas das suas suas horríveis facetas ao virar de cada esquina, literalmente.

Da agressão a jornalistas que querem contar o que alguns não querem que se ouça, à morte desamparada de idosos com a ajuda da mão ensanguentada do estado, passando pela redução de salários e pela deliberada asfixia cultural, assistimos diariamente à violentação permanente de um povo demasiado pacato para merecer tais abusos ou para os resolver com mão de ferro.

Sabemos até que aqui, como em Espanha e noutros sítios, é polícia à paesana que provoca os incidentes cujas responsabilidades são depois atribuídas à população. Na minha terra, gente de escrita e fala escorreitas classificaria tais actos como uma filha-da-putice sem nome, isto para usar terminologia técnica rigorosa.

O nosso sistema límbico, estrutura a respeitar uma vez que garante muito da nossa sobrevivência, sugeriria certamente a execução sumária de duas mãos cheias de proxenetas da nação e do mundo, regada com outras tantas de cocktails molotof em locais relevantes frequentados por essa corja de criminosos. Todos, ou quase, o sentimos nas tripas como uma solução exemplar para o problema. Infelizmente por um lado, e felizmente por outro, não somos como outros povos e por isso não fazemos uso dessas tácticas. Isso obriga-nos a viver no meio da merda ou a elevar o nível para a afogar de vez. Proponho a segunda via, até porque não sou adepto de soluções violentas. Mas como?

Portugal, como o resto do mundo, está na mão de assassinos sanguinários vestidos de Armani e Prada (excepção feita ao pessoal do Vaticano que, sendo insuperáveis assassinos sanguinários, não têm um gosto tão refinado em questões de moda, até por razões protocolares). O poder a que todos eles estão agarrados está assente numa mistura explosiva de duas coisas:

  1. A venda de um sonho, um ideal, algo que todos reconheçam como A Salvação, venha ela na forma de Deus ou de um Ferrari F40,
  2. Num esquema de escravatura emocional (e não só) que por um lado impeça a concretização do sonho e por outro o re-alimente, tornando-o mais intenso e merecedor de esforços ainda mais brutais para que possa ser alcançado. Assim, tudo pode ser visto como um esforço que “vale a pena” (curioso, o significado literal desta expressão).

Este é o paradigma em que vivemos, e não será de um dia para o outro que o vamos mudar. Digo-o porque os poderes a derrotar não são coisa miúda. A solução passará seguramente por um acordar de consciências que esse mesmo poder inebria com ignorância, medo, castração de liberdades e uma instrução escolar que nos vende a ideia de que a Sociedade precisa de ser como é (verdade que só se aplica aos que dela abusam e tiram partido ilegítimo).

Num artigo de leitura obrigatória (em inglês) e que talvez um dia eu acabe a traduzir, Marco Torres, um perito em Saúde Pública e Ciência Ambiental, advoga que nas escolas (organizações geridas pela mesma corja de bandidos que nos tem como reféns do feitiço descrito acima) “as crianças são psicologicamente condicionadas para falhar e perder a esperança. Medo de falhar leva à inacção e ao desespero. É um ciclo vicioso. Quando as crianças não têm esperança, têm medo de falhar. Se têm medo de falhar nunca actuarão. Depois, pegam nesta fórmula e aplicam-na em todas as instâncias das suas vidas.”

Mmmm….. Estará aqui a resposta para os tais brandos costumes nacionais? A mítica falta de acção do Zé Povinho?

Aqui em Inglaterra, os problemas são semelhantes, embora com diferentes especificidades. Mas a solução que encontrei assenta em desligar os meus filhos do sistema, à boa maneira do Matrix, e procurar incutir-lhes ideais diferentes. Não foi um acto de heroísmo, apenas de bom senso. Antes de nós outros houve que o fizeram e nos inspiraram a dar o salto, em relação ao qual estamos cada vez mais felizes. Depois de nós, oxalá mais apareçam, mantendo as tendências de crescimento que se têm verificado no homeschooling.

Talvez, ao atingir-se uma certa massa crítica de almas livres e independentes, o actual sistema acabe por ruir pelas bases, por não ter mais escravos emocionais (e da finança) a alimentar as sanguessugas que se agarram às veias do poder. Nesse dia, admitindo que ainda restará planeta, violências como as que assistimos hoje (e ontem e amanhã) não acontecerão, porque uma Humanidade livre de espírito não temerá a liberdade de expressão, nem a diferença de opinião, nem a realização pessoal, nem a partilha de riquezas e recursos. Até lá, seguimos em frente, em busca do salto civilizacional de que tanto precisamos. Experimentem começá-lo em casa. Os filhos dos vossos filhos hão-de agradecer-vos.

Comentários
  1. Concordo a 100%.
    Sabendo de ante-mão que estes actos de violência “legais” e a presença em cena do Silva das Vacas (como lhe chamas e eu acrescento, “que riem”), não é mera coincidência, revolta-me que os agentes da autoridade se esqueçam que antes de tudo são cidadãos.
    O poder é uma sensação que corrompe a alma. E os nossos (sim, porque eu pago para que eles existam) agentes da autoridade, são o resultado de uma formação orientada a não suportar as falhas (como dizes e bem) e a acumular frustrações continuamente.
    E quando se sentem livres para cometer crimes de forma legal, em nome de “Seja Lá Bem o quê”, descarregam todas as suas frustrações em qualquer um, sem pensarem se aquele um está ou não a defender o interesse ou a liberdade dele.
    Não somos de todo um país livre, somos um país que dá a sensação de liberdade, ao já “velho” estilo do “Ocidente”.

    Já o comuna/terrorista/revolucionário/chamem-lhe o que quiserem, Che Guevara, defendia que não bastava ao povo ser livre, tinha de ser culto e inteligente para que não permitisse que as ditaduras voltassem.

    E como nem a primeira nem a segunda premissa está salvaguardada e muito menos estimulada e promovida, resta-nos assistir “de sofá” à invasão dos ditadores. Mas uma ditadura muito bem hierarquizada e estruturada.

    Tomara um dia que eu tenha filhos, ter a mesma coragem que vocês tiveram… só o futuro o dirá.

  2. Serjom diz:

    Mais uma vez “na mouche”. Estou perplexo com as imagens que me recordam algo que o meu subconsciente teimava em esquecer e as novas rugas na minha pele têm ajudado a disfarçar ao longo dos anos. Se estas cicatrizes se podem escamotear, aquelas, mais profundas, constituem-se em tarefa difícil quando se tentam apagar da memória implícita. Da mesma forma, a “cultura” de espancamento de uns e a tradição de “dar o lombo” dos demais deve ter um limite que definirá o umbral da paciência. Acabará inexoravelmente por criar-se um processo de rotura na sociedade portuguesa (e noutras) onde o abuso dos silvas, das vacas sagradas, dos senhores, dos passos e demais comandita aqui já dita, não satisfeitos com o vergonhoso controlo dos meios oficiais que vão tacticamente angariando, querem agora controlar toda a demais informação, com a ajuda do absurdo da violência legitimada por um posto de Governo. Creio que isto pode acabar mal, porque depois de nos terem enganado e permitido posteriormente que as troikas dos banqueiros nos espremam até à última gota de sangue, suor e lágrimas, só faltava que nos viessem partir as costelas que, afinal, é o pouco que já nos fica. Bom as costelas e os coelhões que já se nos vão inchando. E dum momento para o outro, pode abrir a época da caça!…

  3. Olá a todos, sinceramente até à presente data não conhecia a situação da escola, talvez por viver no Algarve e estar um pouco alheado das vivências do Porto cidade a k pertnço com mto orgulho.Mas depois de ver o vídeo aki apresentado deixa-me a pensar em k país é k vivemos e k tipo de governantes escolhemos, sim pork somos nós k os escolhemos e não consigo entender k políticos do pior(incompetentes, ladrões mafiosos) e mto mais adjectivos k todos conhecem continuam sistemáticamente a serem escolhidos por nós para governarem o seu bolso e dos seus amigos e família.Desculpem mas não consigo entender ,dizem k somos um país de brandos costumes, eu chamar-lhe-ia outra coisa.Mas voltando ao assunto da escola é uma vergonha o k os média fazem em relação a este assunto dedicam-lhe 2 minutos de reportagem no entanto por exemplo a sic faz 1 reportagem de 30 minutos sobre a namorada do cristiano ronaldo, o k é k anda na cabeça dos portugueses???Está na altura de nos revoltarmos, lutar contra este sistema e punir políticos desonestos e incompetentes e já porque amanhã pode ser tarde demais.Este é o clima ideal para entrarmos numa ditadura e este boi do passos e Rio são a cara da ditadura .Enfim eu já não acredito em políticos, assisti ao 25 de Abril na escola secundária e acreditei na mudança para a democracia porke vivi tempos de verdadeira democracia e liberdade, mas depois veio o 11 de setembro e a partir daí e já lá vão 27 ou 28 anos começou o aperto do cinto e o tema continua até hoje sempre a mesma tanga (vamos apertar o cinto mas daki a 4 ou 5 anos vamos colher o fruto deste aperto ) FODA-SE onde está esse dia?? ainda tou à espera ao fim d quase 30 anos é tal e qual a história do burro, metes a cenoura à frente e ele puxa a carroça mas nunca chega a comê-la.Infelizmente tive k emigrar no entanto apesar do mal tive oportunidade de ver sistemas políticos diferentes do nosso e ver k se pode ter um país mto melhor se mandarmos estes políticos À puta k os pariu e de 1 vez por todas tirarem-lhes a mama k estão habituados.PRECISAMOS DE UMA REVOLUÇÃO A SÉRIO NÃO COM CRAVOS MAS COM ARMAS E ACABAR COM KEM NOS KER ENGANAR. O CAPITALISMO E O COMUNISMO JÁ VIMOS K NÃO FUNCIONAM VIVA A ANARKIA E O RESPEITO PELAS PESSOAS. A TUA LIBERDADE ACABA NO MOMENTO EM K COMEÇA A MINHA. RESPEITO MÚTUO.

  4. Moderação??? Por amor de Deus estou farto de ser moderado temos k ser extremista com estes BOIS tenho 50 anos trabalho desde os 14 estive agora 45 dias de baixa por doença (pork durante 5 anos nunca tive férias por causa dos recibos verdes não trabalhas não ganhas ) e mandaram-me 180E, Agora digam-me srs moderados como se faz para pagar 1 renda de 350E e comer (já não falo de consultas ,medicamentos transportes) durante 45 dias???? Querem moderação ? Sejam moderados. País Miserável nojento Porco.Nunca vi tanta injustiça junta num país…. E mais não digo …

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