Voar livre e mais alto

Posted: Fevereiro 22, 2012 in civilização, cultura, educação, Londres

O(s) sistema(s) que nos rodeiam são-nos impingidos de tal maneira que em pouco tempo, normalmente ao fim de poucos anos de escolaridade e convivio familiar, a nossa inteira existência parece carecer de autorização e escrutínio de terceiros. Ou porque nos dizem que sim, ou porque se desenvolvem mecanismos legais desenhados para que não possamos escapar a tais rigores e intromissões.

Seria, julgo eu, expectável que qualquer ser nascido neste mundo tivesse o direito de nele viver anonima e livremente. Afinal, como qualquer pinguim da Antártida, somos filhos desta Terra, e nela estamos a título temporário, com usufruto dos seus recursos a título de empréstimo. Porquê tanta supervisão em torno de cada indivíduo?

Estou convencido que a esmagadora maioria dos mortais respeitaria princípios equitativos de vida em literal e absoluto anonimato sem grandes problemas, desde que providos da devida educação, claro está. E infelizmente, nesta premissa está, quanto a mim, o problema.

Numa boa parte do mundo desenvolvido criaram-se esquemas socio-económicos que destituem os pais do seu direito, consagrado no parágrafo 3 do artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de escolher o género de educação a dar aos seus filhos, direito que, na escolha de muitos, honraria, além do mais, milhões de anos de evolução genética (através da educação provida pelos progenitores).

Para a maior parte dos pais a opção é única, pela via da escolarização de massas, necessariamente por terceiros, desconhecidos e, frequentemente, desmotivados e inaptos professores. Nessas desconhecidas e, muitas vezes, desconhecedoras mãos são colocados os sonhos de crianças e o dever de as educar. E basta ver o estado do ensino em Portugal e no Reino Unido, e a qualidade de vida e sensação de realização pessoal dos adultos deste mundo para percebermos que essa solução está longe de ser a melhor.

Dizem os pedagogos e psicólogos que as crianças aprendem melhor com aqueles de quem gostam, concretamente os progenitores. Por isso, deixem o cardeal em paz que o que ele diz faz muito sentido, antropológica, social e academicamente falando, respeitado, claro está, o direito de qualquer progenitor (das mães também) de perseguirem uma carreira profissional em vez de as palavras deste clérigo. Não há neste argumento, e julgo que na intenção do cardeal também não, um pressuposto sexista.

Numa breve tangente ao principal objectivo deste artigo, devo dizer, no que toca à polémica levantada em torno das declarações de Manuel Monteiro de Castro, que as liberdades recentemente conquistadas pelas mulheres (e ainda bem que o foram) embaciam a visão no que toca a principios fundamentais de vida animal, realmente os que mais influenciam o nosso desenvolvimento enquanto espécie e individuos, segundo os quais a mãe da cria (da galinha, do porco, do leão e do homem) tem um papel fundamental no seu desenvolvimento. E aqui, realço, mãe e pai não são iguais. São diferentes. Nenhum é mais do que o outro. São diferentes. Desempenham funções educativas diferentes, e a da mãe é particularmente importante!

Dizia eu que a necessidade de trabalho por conta de outrém, tipicamente remunerado muito abaixo da riqueza produzida por cada trabalhador, se torna em estilo de vida obrigatório para ambos os progenitores (na generalidade das famílias, como é evidente).Como se tal não chegasse, a propaganda da escolaridade mínima (educação e escolarização são coisas diferentes, e não necessariamente compatíveis) pressupõe a obrigatoriedade (que nem o é) de mandar os putos para a escola, tornando aquilo que é, de facto, uma escolha consagrada na lei, numa escolha única e sem alternativa, na mente da maior parte das pessoas. Vai daí, as crianças acabam nas escolas que o aparelho de estado controla.

Nas instituições de educação massiva e não personalizada, as individualidades das crianças são suprimidas (a começar no conceito de uniforme escolar, e a acabar no desrespeito pelas suas preferências no que toca a estilos de aprendizagem), as suas competências restringidas a um limitado currículo académico (como se no mundo só houvesse as 2 línguas ensinadas na escola, ou o valor de um indivíduo dependesse da sua capacidade de calcular o seno de um ângulo aos 14 anos), e o seu valor intelectual medido de acordo com um critério quasi-estatístico de conformância com uma escala arbitrária ditada por um governo.

O génio de cada um, presente em TODOS os indivíduos cerebralmente sãos, é, por instrumentação política, deliberadamente ignorado e trocado pela mediania, literalmente. Com excelente matéria prima, fazem-se salsichas assim-assim, como sugerem,e bem, os Pink Floyd.

A dita escala de avaliação, por seu turno, serve também como um instrumento castrador e asfixiante; A avaliação escolar é, nos dias de hoje e há pelo menos 40 anos, baseada nos resultados obtidos em testes ou exames. Nestes, raramente o 100% é atingido, o que transmite invariavelmente duas coisas possíveis ao aluno (ou ambas):

  1. Eu não suficientemente bom nesta matéria porque não tirei os 100% representativos de total satisfação dos critérios do professor (talvez até porque não gosto disto nem lhe vejo utilidade),
  2. Desde que eu vá passando nos exames vou satisfazendo os requisitos deste sistema e passo a ser um sucesso!

Ou seja, não só há uma gradual erosão da auto-estima de cada um, como há um acerto de prioridades no qual o importante não é saber mas sim ter mais do que X valores num exame cujo grau de dificuldade é tipicamente ajustado pelas escolas/professores para satisfazer quotas de aprovação. Ou seja, na avaliação de um mesmo professor em dois anos civis diferentes, o 14 de um aluno não equivale ao 14 de outro!

Como se tal não bastasse, num grupo artificialmente criado de 30 crianças da mesma idade (qual de vós tem um círculo social com quem convive 8 horas por dia em que toda a gente tem a mesma idade?!) desenvolve-se, através das notas e dos méritos, dos castigos e dos grupos de habilidade, um ambiente de competição pouco saudável, em que o sucesso individual, e não o de grupo, é encorajado e premiado, em que uns são mais “espertos” do que outros, sem que se explique às crianças que tais rankings (errados na sua génese) espelham apenas um critério muito, muito, muito estreito das suas competências conforme avaliadas num determinado dia, que falha também por não tomar em conta questões fundamentais de desenvolvimento fisico-neurológico ditado pelo bio-ritmo de cada uma das pequenas pessoas.

Com tudo isto, não admira que das “melhores” escolas saiam as grandes cabeças da Goldman Sachs e da Monsanto.

Consequentemente e em resumo, acredito piamente que a escola desenvolve mentalidades individualísticas, impede a maior parte das pessoas de atingirem o seu potencial, destrói a sua auto-estima e orienta o sucesso escolar para a passagem em exames e não para a aprendizagem. Digo-o com consciência e do alto do meu “sucesso” escolar, onde passei 18 anos da minha vida (com canudo e tudo) e que, por isso, conheço por dentro e por fora.

Por estas razões, e em grande parte a pedido deles, tirámos há um par de meses os nossos 3 filhos (6,8,12 anos) da escola para lhes oferecermos uma educação não escolarizada, assente nos seus interesses, idiosincrasias e valores, debaixo da nossa orientação e proveniente de experiências enriquecedoras (muita brincadeira, muita interacção com famílias semelhantes, muita arte, currículo tão variado quanto queiram, e ao rítmo a que pretendam seguir). Para trás ficam as rotinas rigorosas ditadas por outros, horas a fio a fazer fichas de trabalho, palestras infinitas, trabalhos de casa capazes de eliminar o equilibrio de vida de um miúdo de 6 anos, grupos de habilidade, em resumo, a escravatura escolar como preparação para a escravatura profissional.

Foi, quanto a mim, a melhor decisão que podiamos ter tomado. Em semanas, as suas verdadeiras personalidades (as tais que a escola esmagava) vieram à superfície; São mais felizes, calmos e confiantes, interagem com qualquer indivíduo de igual para igual, com respeito, assertividade e consideração, independentemente de se tratar de uma criança de 7 anos ou de um jovem de 70. São pro-activos na sua aprendizagem, investigam naturalmente, acreditam nas suas capacidades, e atiram-se de cabeça para os assuntos que, por qualquer razão, eram absolutas dores de cabeça nos seus tempos escolares.

E o mais importante é isto: A estes 3 jovens, a máquina de propaganda que ensina a população que a sociedade actual é a ideal, não lhes irá tocar mais.

É esta, do nosso ponto de vista, a nossa mais importante função, a de maior impacto no mundo, para construirmos um melhor amanhã. Estamos a desligar os nossos filhos da matriz que controla o mundo, e com isso há-de vir a liberdade deles e, quem sabe, a de outros.

Visitem o Trepar Ao Céu para acompanharem o que vamos fazendo. Entrementes, deixo-vos com algumas citações interessantes, de gente importante no domínio da pedagogia e política social.

“My education was interrupted only by my schooling” – Winston Churchill

“School is the advertising agency which makes you believe that you need the society as it is.” ~ Ivan Illich

‎’Education…now seems to me perhaps the most authoritarian and dangerous of all the social inventions of mankind. It is the deepest foundation of the modern slave state, in which most people feel themselves to be nothing but producers, consumers, spectators, and fans, driven more and more, in all parts of their lives, by greed, envy, and fear. My concern is not to improve ‘education’ but to do away with it, to end the ugly and antihuman business of people-shaping and to allow and help people to shape themselves.’ ~ John Holt

Comentários
  1. Isabel diz:

    Nice! Very nice, indeed. Im anxious to be with them (and you both) to tell the difference…

  2. Serjom diz:

    Oh diabo! Em pouco tempo é a terceira vez que leio esta mesma afirmação sobre o papel que as mulheres podem desenvolver a jogar em casa. E o curioso é que foram proferidas por 3 indivíduos tão diferentes como Kathafi (ou Gaddafi) – um dirigente africano que conseguiu desenvolver e modernizar um país seguindo as premissas da Terceira Teoria Universal, tal como ele próprio as expôs no seu Livro Verde – o ex-núncio apostólico em Madrid Monteiro Castro (in Correio da Manhã) – recentemente nomeado Cardeal pelo Papa – e agora o Medicis – agnóstico convicto – nesta brilhante exposição com que me despertei esta manhã e saí do mau sonho do “acidente” cardíaco de ontem do nosso companheiro de décadas de estrada, estúdio e tertúlia, Miguel Cerqueira.

    Não é fácil estar de acordo com o que escreve o Medicis sem arriscar um enxerto de porrada de uma boa dose de mulheres exaltadas que, felizmente, reconquistaram esse direito natural de igualdade cívica, que não anatómica (lamento, ou nem por isso), mas tenho que reconhecer que, proferir tais afirmações, é um acto de coragem, só superada pela determinação de levar adiante o consequente feito em si. Nas últimas décadas, e aproveitando a justificada predisposição das mulheres na afirmação do seu direito a decidir:
    1) ter filhos;
    2) ficar em casa a tratar deles;
    3) ou entregar a sua educação, durante a mais importante parte do dia, a terceiros (já sejam familiares ou professores);
    as forças ocultas que movem a economia e os mercados, encontraram nesta última, o cenário ideal, para urdir um plano de dupla finalidade. E as bases de apoio desta pirâmides sinistras, independentemente do quadrante político onde se insiram, têm grande quota de responsabilidade, consciente ou inconsciente, na consecução do plano. E essa duplicidade não é mais do que uma forma eterna de retroalimentação. Isto é, o actual paradigma apresenta-nos uma mulher livre, liberta do peso das tarefas domésticas – nada mais afastado da realidade em termos globais – que se move com o mesmo “à vontade” e usufrui dos mesmos direitos nos ambientes laborais, mas omite que, na maioria dos casos e com justificações mais ou menos plausíveis (mais menos do que mais), as mulheres trabalham em piores condições, às mulheres são atribuídas tarefas inadequadas para a sua fisiologia e, principalmente, são pior remuneradas. E para cúmulo, ainda acabam a fazer uma grande parte (ou a totalidade) das tarefas domésticas. Não me refiro nem às estrelas de cinema nem às jornalistas dos meios audiovisuais, já que essas ajudam em parte a desenhar o tal cenário de bem-estar em que cremos viver e serão seguramente bem tratadas pela “matriz”.
    Em termos gerais e tal como está o panorama se, numa família, não trabalham ambos os parentes, a coisa põe-se brava para chegar ao fim do mês e, como se isso fora pouco, a actual conjuntura, em que a palavra de ordem dos governantes de qualquer latitude é a AUSTERIDADE, promete criar novas taxas para a saúde e para a educação, depois de ter, no caso Português, elevado o IVA da alimentação a valores absurdamente imorais. Num cenário ideal, uma subida do preço a pagar significaria uma melhor qualidade de educação, por exemplo, que levaria, entre outras expectativas a uma maior consciencialização da população para uma nutrição mais inteligente, uma dieta mais económica por menos processada e, consequentemente melhor saúde da população e menos necessidade de recorrer ao progressivamente definhante serviço público de saúde. Mas receio ter más notícias, já que tal não vai acontecer, pois não vivemos num cenário ideal.

    E onde quero eu chegar com tudo isto? Pois que assim sendo, não lhes resta, à maioria das mulheres, por esse mundo “civilizado” fora, outra alternativa que continuar com a carga de trabalhos que têm suportado, sob pena de que as economias familiares sucumbam como um dominó e, por isso, a imensa maioria das crianças continuarão a frequentar os infantários desde a mais tenra idade, ao mesmo tempo que as preparam para alegremente serem as tais “salsichas” Pink Floyd, assim que começarem a “enchê-las” de conhecimentos obsoletos, afastados das realidades que hão-de-viver nos anos vindouros e formatando-as para que cumpram o mais acrítica e ordeiramente possível as tarefas que o sistema lhes tem destinadas. Aprenderão que o petróleo é um produto origem biótica em vias de extinção para que alojem no “chip” que o aumento galopante do preço do crude é disso uma necessidade inexorável; ouvirão estórias de grandes feitos, desde a descoberta dos “novos mundos” por alturas dos séculos XV e XVI até às “heróicas” libertações dos países Africanos sob a alçada das Nações Unidas em pleno século XXI, passando pelo legado civilizacional e tecnológico que fomos deixando pelos 4 cantos do mundo ao longo de séculos. Claro que as atrocidades, os genocídios (com excepção do Holocausto Judio), a escravatura e os constantes atropelos aos direitos humanos, serão omitidas ou referidas numa nota à margem.
    Se a este cocktail lhe juntarmos uma dose de matemática desinteressante por difícil de apalpar, física e química teóricas, por não haver dinheiro nem para ingredientes nem para frascos de vidro, de geografia à distância, de botânica com flores de plástico e zoologia com esqueletos de dinossauros em miniatura, é natural que uma boa parte da catraiada se entretenha mais a sonhar, ou a desenhar fantasias sobre papel ou simplesmente a olhar para o relógio à espera do toque da sirene.
    E é aí onde os Médicis nos põem o exemplo em bandeja. E os resultados estão à vista em muito pouco tempo.
    E dirão os mais cépticos: E que passará quando se tenham que integrar ao mercado de trabalho? Alguém os examinará?
    Pois em caso que queiram integrar-se em tal, e só se realmente quiserem ou sentirem necessidade disso, talvez tenham que passar por algo que aqui em Espanha se chama “oposiciones”, no caso de empregos públicos, ou sujeitar-se ao típico interrogatório de um director de recursos humanos em qualquer empresa que se presa. Mas, nessa altura, aqueles 3 putos estarão tão mais preparados para qualquer situação, que o êxito só pode ser o desfecho.
    E só lamento não ter tido essa coragem há 25 anos atrás.

  3. joemedicis diz:

    carai! Excelente exposição, Mestre! Dava um artigo em si mesmo. Sempre a considerar-te🙂 Abrassom!

  4. Toda a grande abordagem do Joe e do Serjom ao tema, leva-me ao post que comentei anteriormente. O problema é existirem seres humanos. E com eles vêm a vontade de ter poder.

    E não podia deixar de concordar tanto convosco e ao mesmo tempo discordar totalmente do Cardeal. Discordo do Cardeal, porque a Igreja Católica sempre nos habituou a que as suas palavras não são inocentes nem ditas ao acaso e penso que efectivamente quando a igreja católica fala é mais uma vez para se defender a si própria. Porque se não vejamos, não são muitas as mulheres que a igreja católica recebeu e uma delas só está presente nas orações por ser mãe de Jesus (foi essa a sua grande tarefa na terra), porque depois foi Jesus que a formou e nunca o contrário.

    Relativizar o papel do pai, na formação é um erro enorme, como o Joe disse e bem, são diferentes, mas os valores são passados por ambos e apesar da ligação biológica entre mãe e filho(a), não é possível dizer que o pai não educa e que é menos importante que a mãe, porque não é.

    Na minha perspectiva, o principal problema está mesmo na organização da sociedade e é aí que o Cardeal tem razão. Não se pode pedir aos PAIS (não só há mãe) que trabalhe de sol a sol e chegue a casa e cumpra com a sua principal função que é a de educar. Não é possível.

    O grande problema é o descrito pelo Serjom, são os “mercados”, os “governos”, os “patrões”, e por aí fora, que minam a sociedade e essencialmente as familias.
    A teoria das 8 horas, não é uma teoria atirar para o ar. A teoria das 8h, é seguida em alguns países, onde a educação familiar é distinta e potenciada. A teoria diz-nos que temos 8h de trabalho, 8h para a familia e 8h para descansar. Seria quase perfeito.

    Contudo, os mercados, os (des)governos, os patrões, dizem-nos que não pode ser, que a crise nos diz que temos de trabalhar mais e não melhor. Mais é a solução para tudo, mas horas, mais esforço, que resulta no oposto para o individuo, menos horas, menos qualidade de vida, menos saúde, física e mental.

    E concordo a 200% (se isso for matematicamente possível) com o Joe, quando nos diz que a Escola, enquanto instituição, está formatada para criar máquinas, com um pensamento único e sem opinião crítica. Tudo isso já foi abordado em 1932 (http://en.wikipedia.org/wiki/Brave_New_World)!!!
    80 anos depois o que é que se fez? Pouco ou nada se fez para melhor, pelo contrário, só pioraram e agravaram.
    E Portugal parece um espelho dos EUA, onde a escola tomou o papel de dar diplomas, por presença/pagamento, e sem qualquer espírito crítico. Perdeu-se a cultura académica da “antiga” Coimbra que afrontava o ditador, até em jogos de futebol, dando-se agora o comportamento inverso de termos académicos que o que mais desejam é agradar o ditador (agora sob a forma de partido) para poderem ser abraçados pela causa e ganharem o direito a uma vida cómoda de deuptado.

    Passei a ser um seguidor da Trepar ao Céu, porque sou da opinião que tem de ser cada um de nós, isoladamente ou em comunidade, a dar o melhor de nós em prol da causa.
    Se há coisa que a “crise” trouxe de bom a Portugal foi o surgimento de movimentos de cidadãos. Movimentos que apresentam propostas na AR, que se envolvem com a sociedade. É pena é esses movimentos não aparecerem desde cedo.

    Eu nasci e cresci num bairro do Porto, no Amial, e lembro-me do tempo, em que o bairro se reunia em comunidade, nas “sedes”, para criar grupos desportivos, festas, decidir o que fazer com o jardim, arranjar o parque infantil, etc. E essa cultura perdeu-se para o individualismo, e daí tudo começa a desmoronar.

    Tudo deveria de começar de baixo para cima, pequenos grupos comunitários, que promovam o desenvolvimento local, movimentos de cidadãos que se envolvam com os poderes municipais e por fim movimentos que se envolvam, exijam e fiscalizem os Governos.

    Tenho uma familiar que é professora primária (o equivalente) em Inglaterra e não me parece que os problemas sejam diferentes dos de cá, embora me pareça que o envolvimento é maior das comunidades.

    E o que acham do papel dos avós? Claro está, que teremos de abordar os avós que já possuem mais de 65 anos, em condições de reforma, mas com muito pouca força para educar crianças. Mas tem um papel tão importante, mas ainda tão mal aproveitado.

  5. Gendre diz:

    Excelente reflexao, e parabens pela coragem! Abr

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