Eu e a Fenther, Episode I

Posted: Janeiro 24, 2011 in cultura, educação, vida

19h 40m. Para trás e para baixo afastavam-se as luzes da cidade que me viu crescer. À frente aproximava-se a cidade que provavelmente me verá envelhecer e à custa de cujo frio espero que se atrase esse processo, qual robalo num frigorífico.

Entre uma e outra, em Vigo, pareciam ainda sentir-se os cheiros do Cozido Galego que agraciou um dos recentes dias de gravação dos Trabalhadores do Comércio e, não fosse tal uma impossibilidade física, era capaz de jurar que dali me chegavam alguns dos sons que lá registámos. Tratava-se, evidentemente, de um fenómeno psico-acústico fácil de explicar se aceitarmos que o que está num disco é um espelho do que está nas cabeças de quem o grava.

Enquanto o tempo parecia não passar para que pudesse reencontrar-me com a minha família, aquele momento a bordo do Airbus A320 da TAP pareceu-me o ideal para efectuar balanços e rever planos, e melhor ainda para escrever um primeiro artigo para a Fenther, com o orgulho que me merecem a iniciativa e amizade do Vítor Pinto e da Ana Gabriela Sousa; É que fazer um site de importância crescente no panorama cultural português, independente e movido por um genuíno interesse pela cultura nas suas várias formas de expressão é, não só uma forma de serviço público mas um exemplo de que a tomada de acção é que provoca resultados, sendo por isso mesmo inspirador em todos os sentidos.

Está aqui o primeiro, com orgulho e vontade de repetir: Do negócio da cultura para a cultura do negócio.

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